
Galera, esta semana me perguntaram quais os indicadores de manutenção deveria ter em um relatório gerencial, e o MTBF e o MTTR estavam na lista inicial. Rapidamente eu pedi para excluí-los, pois, se não tem dados confiáveis e robustos, pouco te ajudarão.
Então, Sandrão, como devo começar? Digo, o que você tem fácil aí na sua planta que consegue medir: Interrupção em %, Interrupção em Minutos, Qtde. de quebras…? Comece pelo arroz e feijão e depois evolua.
Como estão seus registros? Usa formulário de papel ou tem um CMMS (Sistema Computadorizado de Gerenciamento de Manutenção)? Seja qual for seu nível e o tamanho da sua fábrica, comece. Aquela máxima de que “quem não mede não gerencia” serve na maioria dos casos.
Se for formulário de papel, coloque os campos necessários que gerem bons dados. Já vi formulários medonhos e que não tinham o mínimo: data, horário de início e fim, Problema/Falha, Ação corretiva tomada, Ação preventiva sugerida, Causa imediata observada… Enfim, isso lhe dará informação para juntar tudo isso e começar a saber onde estão as dores das suas máquinas.
Comece, antes de tudo, com Treinamento do Time. Passe os conceitos de MP (Manutenção Planejada) e em que isso vai ajudar a tomar decisões melhores e reduzir custos com emergências. A maioria das pessoas não tem o conceito básico sobre o que é Manutenção Planejada, os tipos de Manutenção, onde cada tipo de Manutenção é aplicado, enfim… Certa vez ouvi que Manutenção Preventiva tem que ter troca de peças, se não, não é preventiva. Erro de conceito. Manutenção Preventiva não é isso somente. Você, como gestor e como técnico, tem que conhecer os fundamentos de sua profissão, então seja fera nisso. Assim, as discussões ficarão mais ricas.
— Sandrão, só tenho corretiva emergencial. Tá osso!!!
— Beleza, dá para sair desta.
Primeira coisa: como vai propor um remédio se não sabe que doença seu parque de máquinas tem? Então comece com um bom laudo de condição básica. Levante os problemas de sua planta, inclua qual nível de prioridade; um GUT da vida vai te ajudar a brigar com o Gerente pedindo dinheiro para melhorar isso. O laudo é para entender a situação, mas precisa reduzir as quebras.
Segunda Coisa: eu digo que você tem um recurso disponível já, é seu time. Sabe o que é Inspeção Sensitiva? Todo ser humano possui os cinco sentidos, e estes vão lhe ajudar muito a começar a sair do buraco. Crie uma rota de inspeção sensitiva para seus principais equipamentos. Checar vazamentos, sujidade, vibrações, ruídos, partes soltas, temperatura, danos em proteções… tudo o que os sentidos podem identificar. Só não vai usar o paladar, por favor (rsss).
Mas treine a galera antes!!! E comece pequeno!!! Não vai cair na armadilha de querer abrir o bocão e fazer na fábrica toda de uma só vez. Foque no principal equipamento (Criticidade A) e depois avance.
Faça isso e depois me conte. Tenho formulários que podem lhe ajudar e, se for partir para um CMMS, me surpreendi com o SOFMAN; o software fala nossa língua e é amigável demais.
Boa sorte e, se quiser contribuir com seu conhecimento, este espaço é de vocês. Mande um e-mail com seu caso, com link do perfil LinkedIn, que manterei a autoria. Lembrando que o público é de quem está começando. Cascudos já não precisam mais, eu acho.
Trazer a credibilidade da manutenção, reque em verdade nos dados.
Tenho passado experiências não tão agradáveis, excessos de ferramentas mal aplicadas, tais como Kaisen, Gemba, Análise de falha…
Ex: quando somos chamados para uma análise de falha, chegamos lá a análise já está pronta, com dados com falta de veracidade e ações que não colaboram ao fato ocorrido.
E oque acontece? Falha de novo!
O tempo médio pra reparo lá em cima, e o tempo médio entre falha cada vez mais proxima de uma falha ou outra.
Muito bom esse conteúdo Sandro! Despertar isso que requerudanca de cultura.
Trazer a credibilidade da manutenção, reque em verdade nos dados.
Tenho passado experiências não tão agradáveis, excessos de ferramentas mal aplicadas, tais como Kaisen, Gemba, Análise de falha…
Ex: quando somos chamados para uma análise de falha, chegamos lá a análise já está pronta, com dados com falta de veracidade e ações que não colaboram ao fato ocorrido.
E oque acontece? Falha de novo!
O tempo médio pra reparo lá em cima, e o tempo médio entre falha cada vez mais proxima de uma falha ou outra.
Muito bom esse conteúdo Sandro! Despertar isso que requer mudança de cultura.
Fala Diego, como vai meu velho? Sempre se concentre no básico bem feito primeiro. É sem erro. Se quer implementar um TF bem feita, faça as suas monstras e será referência na organização. Vivi isso. Em dado momento, a gerência pedia para eu conduzir TFs de outras áreas dado a qualidade das nossas.Faça tudo que é seu com excelência e vão te seguir.
Valeu muito Diego
Fala Diego, como vai meu velho? Sempre se concentre no básico bem feito primeiro. É sem erro. Se quer implementar um TF bem feita, faça as suas monstras e será referência na organização. Vivi isso. Em dado momento, a gerência pedia para eu conduzir TFs de outras áreas dado a qualidade das nossas.Faça tudo que é seu com excelência e vão te seguir.
Valeu muito Diego
Fala Diego, como vai meu velho? Sempre se concentre no básico bem feito primeiro. É sem erro. Se quer implementar um TF bem feita, faça as suas monstras e será referência na organização. Vivi isso. Em dado momento, a gerência pedia para eu conduzir TFs de outras áreas dado a qualidade das nossas.Faça tudo que é seu com excelência e vão te seguir.
Valeu muito Diego