Todo time de alto desempenho tem que ter uns caras assim; são aqueles que chamo de “Faixas Pretas”, os pilares da manutenção. Estão cada vez mais raros, pois os que estão chegando perderam em qualidade no ensino técnico e até mesmo no propósito.

Os faixas pretas são exigentes consigo mesmos e, portanto, exigentes com quem trabalha com eles, e isso gera alguns conflitos de gerações muitas vezes. Vi isso acontecer muitas vezes.

Todos gostamos de trabalhar, ou mesmo de conviver, com pessoas parecidas com a gente. Dizem que, como gestor, você não deve ter preferência, mas isso acaba acontecendo e, quando se tem faixas pretas no time, esta preferência vai acontecer mais cedo ou mais tarde.

Antes, gosto de balizar. Conhecem a metodologia ou filosofia do CHA? A metodologia CHA é uma abordagem de desenvolvimento de competências que se baseia em três pilares: Conhecimento, Habilidade e Atitude. Trata-se de saber, saber fazer e querer fazer — três fatores que afetam diretamente o desempenho de um profissional em suas atividades.

Guardem isso: Competência = Conhecimento + Habilidade + Atitude.

Vou tentar dar algumas dicas de como se tornar um faixa preta e ser esta pessoa difícil de substituir:

Com base nisso, domine o básico e vá evoluindo para criar sua própria forma de fazer. Seja insistente e faminto por conhecimento sempre, mas sem perder a atitude aprendiz. Tenha em mente que ser especialista alavancará muito mais sua carreira se comparado a um generalista.

Minha filha, Beatriz, me ensinou este pensamento: “O que ainda é possível melhorar aqui?” e é isso que faço todos os dias, mesmo já tendo 40 anos na profissão.

O que ainda é possível melhorar na sua área, no seu conhecimento, na sua casa? Tudo começa com a ATITUDE. Conheço vários caras que têm diplomas pomposos e que não são tão bons ou estão bem distantes de faixas pretas que não tiveram a melhor formação. E sabem por quê? ATITUDE.

Existe uma frase que gosto muito e se aplica tanto ao mundo corporativo quanto à vida: “Quem tem que dizer quem você é são os outros”. Claro que vão pensar: “Como assim? Devo me importar sobre o que pensam de mim?”. A intenção aqui é provocar vocês a pensarem. O que realmente tem peso? Eu dizer que sou “top” em alguma coisa ou pessoas que merecem meu respeito dizerem: “Aquela pessoa é ‘top’ naquilo que faz”?

Como pessoas, como pais, como filhos, entendam isso e serão as pessoas difíceis de substituir; serão aquelas pessoas que criarão um legado gigante por onde passarem.

Bora começar a fazer… Propósito não é nada sem ação.


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