
Episódio #1 : Minha trajetória profissional
Galera, como disse antes, comecei aos 14 anos no Senai Volkswagen e de verdade eu nem sabia bem o que eu queria. Eu havia perdido meu velho um ano antes e por ele ser Militar, era isso que eu gostaria de ter sido se não fosse esta perda.
Me formei como Eletricista de Manutenção e por lá fiquei 17 anos. De aprendiz a Eletricista de Manutenção III ( Sênior). Ao longo deste caminho dei cabeçada pra caramba, muitas vezes eu dizia que aquilo não era para mim. Caraca, ficar tanto tempo em uma empresa, correria da manutenção, fins de semana que eu odiava trabalhar…, mas no caminho algumas coisas aconteceram na vida pessoal e profissional que me fizeram ser mais…resistente.
Tornei-me pai aos 20 anos, nasceu minha filha Mariane (hoje com 33 anos e mãe do Bernardo, meu neto que deve chegar em Abril ) . Eu era um garoto que tinha que crescer rápido. Vi meus colegas prosperando financeiramente enquanto eu com esta responsa, tive que postergar algumas coisas.
Vi meus colegas entrando em faculdades, cursos técnicos, cuidando da carreira, ganhando mais e eu naquela época não tinha um propósito. Com certeza é a coisa que eu mais aconselho os meus hoje:
– Encontre seu propósito. Se não tem um, encontre-o o quanto antes, vai mudar sua vida e direcionar seus esforços para isso e não ficar perdido disparando para qualquer lado…
Não gostava de estudar formalmente e fiquei alguns poucos anos sem concluir o ensino médio. Eu estava bem empregado e ganhava mais que a garotada da minha idade. Pensava: – Estudar pra que se não vou ganhar mais por isso? Já estou bem, na VW , Eletricista de Manutenção…enfim, sem propósito.
Caiu a ficha e comecei a correr atrás do tempo perdido. Eliminei o ensino médio naqueles lances de supletivo estadual. Ingressei na finada ETI (Escola Técnica Industrial) hoje ETEC, depois vieram algumas indas e vindas em faculdades.
Foram umas cinco ou seis tentativas até finalizar o curso superior. Depois gostei da coisa toda e vieram duas pós-graduações.
Ao longo da carreira, sempre fui autodidata mais do que acadêmico. Comia livros técnicos (não tinha internet) e sempre que eu descobria não saber algo importante, eu corria e comprava um livro do tema. Mantenho isso até hoje.
Na VW aprendi muito com caras top demais que não escondiam conhecimento, em algum momento eu quis ser top e comecei a me desafiar. Quando uma máquina parava eu pedia para ir sozinho e se eu precisasse , os chamaria. Deu certo e fui conquistando meu espaço. Vieram linhas novas, robôs, automação de ponta, e eu era lembrado. Mas não se enganem, ainda tinha uns altos e baixo no comportamento. Desculpe aos meus antigos líderes!!!! Rsss.
Em 2002 , nasceu minha segunda filha , Beatriz. e dois anos depois tomei a decisão de partir para um desafio diferente e ingressei na Gerdau em 2004 ainda como eletricista de manutenção sênior.
A fome de aprender era gigante. Eu havia perdido parte da minha competência e precisava recuperar. Voltei a comer livros para conquistar meu espaço. Cara, tinha umas colegas feras demais em elétrica e eu, achava que a VW era top, descobri que havia um mundo de coisar que eu não sabia.
Acredito que a atitude de aprendiz (e um pouquinho de sorte) deu certo e após uns 4 meses fui promovido ao primeiro cargo de liderança. A Gerdau chamava de Assistente Técnico, na verdade um Supervisor.
Partimos uma planta nova em Araçariguama e durante 7 anos nosso Time da Elétrica conquistou os melhores resultados possíveis.
Agradeço aquela galera. Somos amigos até hoje.
Em 2009 nasceu meu filho João Gabriel, estudando na mesma área que o pai, na ETEC. Tudo indica que trilhará caminho semelhante.
Passei por vários segmentos, liderei várias equipes onde inspirei, mas também errei. Tomei decisões boas e ruins, mas pude adquirir muito conhecimento, hora através de outros, outras pela busca constante.
Fui Assessor/Consultor de Manutenção por quase 2 anos , e o aprendizado foi top demais . É uma outra dinâmica, onde tem que aprender rápido demais , pois a caixa de ferramentas de métodos têm que ser variada. Como consultor você dever ofertar soluções aos clientes relativos à dores que ele têm e se tiver poucas ferramentas metodológicas e conhecimento limitado demais, o remédio não fará efeito e este cliente não ficará satisfeito.
Por fim,digo aos meus que deve se perguntar: – Qual legado quer deixar na vida pessoal e na profissional? Como quer ser lembrado? Quem estenderá a mão para te ajudar quando você precisar na vida ou na carreira?
Este é o segundo conselho: – Construa seu legado na vida e na carreira.
E aqui galera, quero de coração, poder ajudar vocês , sem ganho financeiro, a se tornarem profissionais que sejam lembrados pela competência técnica e comportamental, talvez até na vida social ajudará.
Perguntem, toda dúvida é um aprendizado para todos nós.
Este é o meu propósito atual : Fazer brilhar os olhos de novos profissionais da Manutenção!!!
Muito bom meu amigo. Feliz por você! Parabéns pela história de superação!
Fala Gabriel, como vai meu velho? VAleu pelas palavras. É só o começo e espero poder ajudar alguém. Abração e Sucesso
Artigo inspirador e motivador! Obrigada por compartilhar sua história!
Grande Sandro.
Inspiração de Pessoa, Profissional e Líder!!!
Obrigado pela força Dieguinho
Grato Beatriz. De coração , eu espero que ajude.