Galera, várias literaturas  sobre o tema Manutenção Planejada (MP) são postadas na rede; algumas com uma linguagem acessível à todos os níveis de conhecimento, outras um pouco menos, mas a intenção aqui é simplificar para que PCMs iniciantes possam começar a subir a escadinha em busca da MP, saindo do nível “baby” para um nível de tranquilidade.

Elucidando antes os conceitos, abaixo um exemplo coletado em uma das principais referências sobre TPM, que divide a implantação em 6 passos.

Fonte :  TPM em Indústrias de Processo (Publicado por Tokutaro Suzuki)

Vamos focar aqui no primeiro passo e que poucos dão a devida importância. É o Tagueamento. (Passo 1.2).

Gosto de traçar uma analogia ao CPF ou RG de um indivíduo.  O tag de um equipamento é o CPF que Máquinas/ Equipamentos/ Dispositivos/ Edificações ( Vamos chamar de Ativos à partir de agora) devem receber. 

Sandrão e para que? Bom, vamos lá:

– Como vai criar estratégias de Manutenção se nem sabe o que tem que manter?

– Mapeando tudo que tem que Manter, será que tudo tem a mesma importância?

– Sabe como podem falhar os mais diversos sistemas/conjuntos/componentes?

-Quais sobressalentes devo ter?

-Como vou criar os planos de manutenção se nem sei o que quebra?

Pois é…

 Deve ter percebido que na sua planta há oportunidades e que nem tudo está mapeado/tagueado. Oriento à começarmos por aí. 

– Quais os principais ativos da sua planta? Aqueles que se der merda podem impactar grandemente seu faturamento, segurança ou meio ambiente? Comecem por eles. (São os Criticidade A ou B).

Em campo, comece dividindo a máquina em sistemas, conjuntos, subconjuntos e componentes. Faça um registro legal de cada item levantado como: modelo, especificações técnicas, fabricantes, enfim, tudo que puder identificar.

Se tem um CMMS (Computerized Manager Maintenance System) ótimo, se não têm, uma excel vai lhe ajudar. Mas se vale a dica o SOFMAN é legal pra caramba e sua assinatura mensal , totalmente acessível. Vale a pena o investimento. (leia mais sobre CMMS).

Recomendo que comece com qual a taxonomia vai usar. Exemplo:

Unidade de Goiânia 1- GOI1

Planta Embalagens 1 – EMB1

Setor Injeção – INJ1

Injetora Shitake – INJT1

Sistema de Injeção- SISNJ1

Rosca – RSC1

Rolamento- NNNNNNN

Junte tudo isso e terá a taxonomia até o nivel do componente.

GOI1-EMB1-INJ1-INJT1-SISNJ1-RSC1 – Componente (O componente normalmente aparece com numeral)

Os CMMS trazem uma taxonomia ( Codificação em interpretação livre) modelo para esta etapa e para um exemplo ficaria como abaixo, mas isso também pode ser feito no excel.

Breve resumo do que cada “bloco” da pirâmide representa na prática:

Veja abaixo um exemplo prático, mas lembre-se de que isso é ilustrativo

Fonte: Gerado por IA

Bom, feito este mapeamento e tagueamento, o próximo passo é definir a Criticidade ABC (algumas empresas usam D  , mas isso é particular demais.) e este tema , falarei com vocês na próxima.

Abração e mãos à obra.

Se tiverem dúvidas ou precisarem de material. Só chamar.

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