
Um método que valorizo e que recomendo que líderes — sejam vocês juniores ou seniores — o conheçam.
Imagine um líder como um camaleão: ele muda de cor para se adaptar ao ambiente. Na liderança situacional, a ideia é similar: o líder se ajusta às diferentes situações e à maturidade de seus colaboradores para alcançar o melhor resultado.
De forma bem simplista:
Níveis de Maturidade:
- M1/Baixa: Pouca autonomia, precisa de instruções e supervisão constantes.
- M2/Baixa/Média: Começa a ter autonomia, mas ainda precisa de apoio e direcionamento.
- M3/Média/Alta: Mais autônomo, capaz de tomar decisões, mas se beneficia de feedbacks.
- M4/Alta: Altamente autônomo e competente, precisa de pouca supervisão.
Estilos de Liderança:
- E1/Direção Alta: Instruções detalhadas e supervisão rigorosa (ideal para baixa maturidade).
- E2/Alta Direção/Alto Suporte: Instruções, supervisão, apoio e incentivo (ideal para baixa/média maturidade).
- E3/Baixa Direção/Alto Suporte: Apoio, incentivo e autonomia para decisões (ideal para média/alta maturidade).
- E4/Baixa Direção/Baixo Suporte: Delega tarefas e responsabilidades com pouco apoio (ideal para alta maturidade).
Serve para os pais atuais e líderes atuais. Isso é ensinar pelo exemplo. No conceito de liderança situacional, se você tem um M1, deve fazer junto; seja você mesmo (dependendo da tarefa) ou um padrinho, faça junto. Crie a confiança, mostre como deve ser feito e esta pessoa vai lhe ter como inspiração.
FAÇAM JUNTO!
Caso que compartilho com vocês e que tem tudo a ver com a Liderança Situacional, seja você pai, mãe ou um ensinante:
Meu filho está com 17 anos e no último ano de eletroeletrônica. Fazemos muita coisa juntos desde que ele era um carinha que já podia segurar uma ferramenta. Juntos fizemos muitas coisas, desde carrinho de rolimã até as coisas rotineiras de casa. São momentos.
Para se ter uma ideia, o presenteei com uma furadeira quando ele tinha uns 13 anos. Ele mora com a mãe e, nos serviços de casa, ele já dá conta do recado. Hoje, o que ele mais pede de presente são ferramentas — isso mesmo, ferramentas e derivados (palavras da mãe de meus filhos).
Estes dias ele falou comigo sobre como isso faz diferença se comparado com os colegas dele. Me emocionou demais e mostra que acertamos.
FAÇAM JUNTO!
Tente se afastar de celulares e arrastar seu filho ou filha contigo para fazerem coisas que enriqueçam estes momentos.
Outro caso:
Na Gerdau, abrimos vagas para aprendizes e estagiários na manutenção e as inscrições foram baixíssimas. Quando marcávamos entrevistas, os candidatos não iam. Em parceria com o RH, pensei: “Vamos na fonte entender o motivo disso”. E então fomos ao colégio técnico conversar com o coordenador do curso.
As instalações da escola são ótimas e há vários alunos se formando, mas fiquei triste ao saber que nem 5% deles gostariam de seguir na área de eletromecânica. Perguntei ao coordenador as causas, e foi dele que ouvi que falta muito disso nos lares: FAZER JUNTO.
Quando foi a última vez que fez algo junto com seus filhos que envolva afazeres de casa? Que ensinou como funciona? Que mostrou e deixou fazer algo como um carrinho de madeira, pipa, conserto da bike…?
Recebo hoje jovens que saíram do ensino profissionalizante ou técnico que não possuem habilidades básicas para ajustar, fixar, usinar, furar. Coisas que aprendi com meu velho, ou mais tarde no SENAI. Hoje carecemos de jovens com esta vontade. Acredito que o FAZER JUNTO vai ajudar muito.
Espero que compartilhar estas experiências com vocês os ajude. Se quiser, de coração, ajudar alguém, este espaço é de vocês também. Me envie por e-mail que terei prazer em compartilhar, com o compromisso de manter sua autoria.